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Construções a seco a favor da sustentabilidade

Algumas empresas têm utilizado diferentes formas de construção baseadas na sustentabilidade, como: a construção a seco, a reutilização de resíduos e, até mesmo, o simples uso de materiais sustentáveis.

Construção a seco sendo realizada por meio de painéis modulares de aço galvanizado.
Foto da autora Giovana Costa

Utilizar práticas mais sustentáveis na construção civil é um padrão de atuação que tem se mostrado cada vez mais necessário. Afinal, aplicar técnicas menos destrutivas e seguir normas nacionais, como a NBR 15575, e internacionais, como as certificações, pode reduzir os impactos ambientais, baratear custos e acelerar processos.

Algumas técnicas como a construção de casas com materiais pré-fabricados, a reutilização de resíduos e até o simples uso de materiais sustentáveis, como cimento feito à base de sal, por exemplo, já estão em uso. Algumas empresas têm utilizado formas diferentes de construção, baseadas na sustentabilidade.

Recentemente, a empresa francesa Saint-Gobain, gigante no mercado de materiais de construção mundial, fechou parceria com a gaúcha Quick House, reconhecida pelo modelo “Lego” de casas montadas a partir de painéis de aço modulares. Com o objetivo de construir imóveis modulares, erguidos “a seco”, e de modo a acelerar o tempo de construção, as empresas fecharam a parceria para contribuir com o novo programa habitacional Casa Verde e Amarela.

Construção a seco sendo realizada por meio de painéis modulares de aço galvanizado.
Construção a seco utilizando painéis modulares de aço galvanizado. Fonte: Quick House

A construtora Bild Desenvolvimento Imobiliário, por sua vez, investiu na adoção da tecnologia de construção a seco, por meio do edifício Neori Flex Home. Torre única, com 27 pavimentos e 216 unidades, o projeto permite flexibilidade de layouts, diversas soluções de otimização de serviços, como diferentes tamanhos ⏤ 43,58 m², 64,96 m² e 84,07 m² ⏤ e até junção de unidades.

De acordo com Dennyz Gomez, engenheiro e gerente de pesquisa e desenvolvimento da Bild, por meio desta técnica, um empreendimento de 27 pavimentos deixaria de emitir 433 mil kg de CO² na atmosfera, já que a logística deste tipo de construção evita o transporte de 222 viagens de carretas de 33 toneladas cada, em comparação com uma construção em moldes tradicionais, por exemplo.

A construção a seco pode ser feita por meio de placas de gesso, o famoso drywall, por paredes duplas de concreto, steel frame ou painéis EPS, por exemplo. O modelo é considerado mais sustentável, porque aumenta o controle de eventuais desperdícios, produzindo menos resíduos e ainda reduz o consumo de água. Pode inclusive diminuir o tempo de execução da obra, já que elimina as etapas de aplicação e secagem dos materiais tradicionais, oferecendo mais praticidade nas manutenções e, assim, aumentando a eficiência da construção.

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Foto da autora Giovana Costa
Jornalista entusiasta do audiovisual e editora com foco em SEO. Cobre o mercado imobiliário com foco nas inovações e nas novidades que transformam o setor (e o mundo).
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