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O que o McDonald's pode ensinar para o mercado imobiliário

O que a lógica da maior rede de fast food de hambúrguer pode ensinar ao mercado imobiliário sobre sistematização, inovação e localização.

Fachada da loja Méqui 1000.
Foto da autora Victória Baggio

Se o McDonald’s é um negócio imobiliário, em que negócio você está? Isso mesmo, a maior rede de fast food de hambúrguer do mundo faz muito além de vender lanches, e o modelo pode servir de referência não só para restaurantes, mas para startups de tecnologia e também para o mercado imobiliário.

Apesar de o McDonald’s ter sido criado a partir do conceito de sistematização e fabricação em série, atento à logística e constantemente buscando por inovação, foi a partir de 1954, quando Ray Kroc ingressou como gerente, que a lógica da rede decolou, história bem-contada no filme Fome de Poder. Kroc encarou o negócio como imobiliário, afinal os restaurantes poderiam fazer uso muito produtivo dos imóveis, podendo pagar mais em áreas disputadas e, assim, a marca foi conquistando lugares-chave nas cidades que se instalava.

Fachada da loja Méqui 1000.
Fachada da loja Méqui 1000. Fonte: Mercado e Consumo

Dito de outra forma, cada local tem uma certa área de captação de pessoas. O modelo de negócios do McDonald 's é um mecanismo que pode converter essa movimentação em dólares melhor do que quase qualquer outro negócio que possa ocupar o mesmo local. E, embora possa não parecer, esta lição de negócios é incrivelmente aplicável às empresas de tecnologia de consumo modernas, empregando o conceito do McDonald 's aos anúncios na internet, em que paga mais quem consegue gerar mais receita.

Além disso, é possível refletir sobre outras questões com o McDonald 's, como a própria arquitetura dos restaurantes da rede, na qual a experimentação e a inovação sempre estiveram presentes. Fazer do edifício um símbolo da marca, chamativo, único e convidativo são regras básicas: Um “espaço minuciosamente criado para que as pessoas tenham uma experiência única com a nossa marca”, segundo Paulo Camargo, presidente do MCDonald 's no Brasil, ao descrever o icônico restaurante Méqui 1000, na Avenida Paulista.

Outra boa lição que o mercado imobiliário pode aprender com o modelo McDonald's é a da rentabilidade dos solos nas cidades, os quais podem se tornar ainda mais rentáveis quando aplicado o conceito de mixed used, combinando condomínios residenciais com comércio local, por exemplo. Aqui no Brasil, construtoras como Alinc e Even vêm realizando empreendimentos desta característica, como o Martese, que contempla uma unidade de Pão de Açúcar e os empreendimentos da Alinc, combinados com as Casas Pernambucanas.

Foto da autora Victória Baggio
Arquiteta, com formação no Uruguai e Portugual, atualmente mestranda em projeto de arquitetura. Apaixonada pelo fazer e escrever arquitetura.
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