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Espaços dinâmicos com divisórias móveis

Foto da autora Victória Baggio
Por Victória Baggio em 2 mins de leitura

O modo de viver e habitar contemporâneo é dinâmico, temporal e adaptável. A casa atual é efêmera, com espaços que mudam conforme o uso: em um mesmo dia, a sala pode se transformar em espaço de trabalho ou em ambiente para receber visitas, por exemplo. Portanto, nada mais propício do que um espaço onde os limites possam ser redefinidos com facilidade, dividindo um ambiente único e proporcionando diferentes atividades.

Fechamento da área íntima da Schröder House.
Fechamento da área íntima da Schröder House. Fonte: Rietveld Schröderhuis
Fechamento final da área íntima da Schröder House.
Fechamento final da área íntima da Schröder House. Fonte: Rietveld Schröderhuis

Apesar de a flexibilidade dos espaços parecer uma prática proveniente dos tempos atuais, é algo que já se ensaiava desde o século passado, época do auge da arquitetura modernista. O arquiteto holandês Gerrit Rietveld projetou, em 1924, uma casa que até hoje é reconhecida pela fluidez e dinâmica dos ambientes, a Schröder House. Por meio de um engenhoso sistema de paredes deslizantes e retráteis, a área íntima da casa pode ser um único e amplo espaço, para as crianças brincarem durante o dia, e, à noite, subdividido em três dormitórios.

Atualmente, são cada vez mais recorrentes metodologias de divisão e flexibilização dos espaços, afinal, trata-se de uma solução prática, barata e que não ocupa muito espaço, ou seja, ideal para apartamentos contemporâneos, onde a otimização espacial é essencial, principalmente em unidades compactas.

O mesmo recurso pode ser utilizado em apartamentos mais antigos, como pode ser visto neste projeto da PKMN. Em empreendimentos novos, esse conceito também pode ser aplicado em apartamentos de tamanhos maiores, como o Área Vila Mariana e o Cotoxó 926.

 

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