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The Line, uma grandiosa construção no meio do deserto saudita

Conhecido pelas grandiosas construções, o Oriente Médio ganhará uma edificação com 170 quilômetros de extensão que vai abrigar uma cidade completa.

Edifício espelhado com mais de 170 metros no meio do deserto.
Foto da autora Nathalia Zanardo

Conhecido pelo luxo e pela extravagância, o Oriente Médio se destaca na economia mundial. Por exemplo, só neste ano, os Emirados Árabes ganharam 4 mil novos milionários, liderando o ranking de 2022. Essa força econômica pode ser representada em diversas áreas, inclusive no mercado imobiliário, em que construções grandiosas e tecnológicas reforçam a prosperidade, sendo representadas pelos edifícios mais altos do mundo

Mas agora um novo projeto promete se tornar o novo “cartão de visitas” da Arábia Saudita e pode revolucionar a arquitetura mundial. Encomendada pelo príncipe Mohammed bin Salman, com o objetivo de diversificar a economia local, um grandioso arranha-céu será construído do zero no meio do deserto para funcionar como uma cidade completa.

Com 170 metros de extensão e uma fachada espelhada, o The Line é um empreendimento futurista e sustentável que se mescla com a paisagem do deserto. Fonte: ArchDaily

Chamado de The Line, a cidade com conceito futurista terá 170 quilômetros de extensão, 500 metros de altura e 200 metros de largura. Em contraste com a dinâmica das cidades que se expandem de uma centralidade, a construção visa à linearidade. Priorizando a saúde e o bem-estar, a construção sustentável foi projetada sem emissões de carbono e alimentada por energias renováveis.

Com uma área de 34 quilômetros quadrados, a edificação terá áreas residenciais, comerciais, escolas, parques e diversas opções de lazer. Sem carros, a cidade contará com um sistema de transporte altamente eficiente que ligará as extremidades da edificação em apenas 20 minutos. A megaestrutura possui uma fachada totalmente espelhada que funde o edifício à natureza do deserto. 

Construída no Golfo de Aqaba, junto ao Mar Vermelho, como parte da zona econômica planejada, NEOM, a cidade poderá receber 9 milhões de moradores. Sua construção custará cerca de US$ 500 bilhões, mas tem o objetivo de atrair 100 milhões de visitantes anuais, esperando um retorno para a economia local de bilhões de dólares.

Essas cidades planejadas e futuristas podem parecer algo totalmente novo, mas diversas delas já estão sendo planejadas para serem construídas ao redor do mundo. Gigantescas, sustentáveis e tecnológicas, quem sabe o Brasil não pode entrar na lista e ser um dos próximos países a explorar esse futuro inimaginável?

Foto da autora Nathalia Zanardo
Arquiteta que entende a profissão como um transformador da sociedade. Acompanhando sempre os novos lançamentos do mercado imobiliário.
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