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Os aprendizados do WeWork para as startups do mercado imobiliário

O crescimento e a queda do WeWork é um exemplo de como o mercado imobiliário anseia por boas ideias que não acontecem por conta da abundância de dinheiro.

Os aprendizados do WeWork para as startups do mercado imobiliário
Foto do autor Alex Frachetta

Segundo o mapa das Construtechs e Proptechs do Brasil, entre 2019 e 2020, a taxa de mortalidade das startups foi de 16,75%, e esse percentual foi gerado antes do impacto do COVID-19. Imagine como será triste a próxima atualização.

Ao longo da vida das startups do Vale do Silício, a mortalidade chega a ser de 80%, segundo o livro Economia do Acesso. Então, nem a abundância de dinheiro garante a sobrevivência.

Aliás, excesso de dinheiro pode até ser um problema. A Bloomberg analisou o espetacular crescimento e queda do WeWork (assista em inglês), um dos primeiros unicórnios do mercado imobiliário e a coisa é feia. Numa comparação direta com a IWG, seu maior concorrente, vemos que todos os dados estavam na mesa, menos para as pessoas que tinham o interesse em "dizer" que o valuation do WeWork era lindo e maravilhoso.

Gráfico de indicadores de negócio: WeWork x IWG. Fonte: PitchBook

Temos que olhar para esses casos sob três pontos de vista:

  • Dos milhares de demitidos no mundo pelo WeWork. São mais de 5.000 pessoas demitidas do WeWork, segundo o LinkedIn.
  • Da ganância de investidores e empresários, que criam esse jogo de batata quente: o último que pegar, queimou!
  • Das muitas empresas que quebraram por não aguentar o dumping, afinal, empresas do mundo real não podem concorrer contra empresas que têm dinheiro em excesso e não precisam dar lucro.

O mercado tende a supervalorizar startups que conseguem investimentos, mesmo que elas não tenham um produto superior.

O dinheiro não traz felicidade, nem mesmo para startups. Não é o dinheiro que vai ajudar a criar um produto incrível ou encontrar um mercado a desbravar. Aliás, muitas vezes é a falta dele que ajuda a solucionar problemas reais - e o mercado imobiliário tem muitos.

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Foto do autor Alex Frachetta
CEO e Fundador do Apto. Pós-graduado em Inteligência de Mercado, DNA de tecnologia, há 10 anos cria e acompanha as inovações imobiliárias.
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