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Nos últimos tempos, o mercado de financiamento imobiliário tem passado por mudanças, inclusive nas taxas de juros.

Por isso, na hora de obter o crédito, é importante ter a certeza de que ele é a melhor opção. Inclusive porque existem vários tipos de empréstimo disponíveis no mercado.

Um exemplo é o refinanciamento de imóvel, o qual, muitas vezes, é confundido com o financiamento. Falamos sobre tudo isso logo abaixo. Continue lendo!

Diferença entre financiamento e refinanciamento de imóvel 

Antes de falar das mudanças das taxas de juros no financiamento, é importante destacar essa diferença. Financiamento e refinanciamento não são a mesma coisa, nem têm as mesmas regras de juros.

Um financiamento é um empréstimo com objetivo definido, como comprar um imóvel (financiamento imobiliário).

Quando você obtém um financiamento, o banco paga pelo bem. Então, você vai pagar o banco em parcelas, até finalizar o crédito. O valor total do financiamento consiste no montante gasto pelo banco, somado a juros e outras taxas.

Já um refinanciamento é um empréstimo com garantia de bem, ou seja, você já tem um bem, como um imóvel, e oferece-o como garantia financeira. 

Nesse caso, você pode fazer o que quiser com o dinheiro, pois o banco não limita seu uso. Em seguida, você vai pagar o empréstimo à empresa em parcelas.

Se as parcelas não forem quitadas, o banco pode “tomar” o bem para dar fim à dívida. Então, é muito importante manter os valores em dia e, se for necessário, renegociar. Assim, você não terá problemas.

De qualquer forma, o usufruto do bem continua seu durante o pagamento das parcelas. Dessa maneira, mesmo que sua casa seja dada como garantia no empréstimo, você pode continuar morando nela, ou alugá-la para quem quiser.

Como funcionam as taxas de juros

As taxas de juros têm valores muito diferentes no financiamento imobiliário e no refinanciamento de imóveis. 

Mas, em todo o caso, os juros são uma taxa que remunera o banco pelo empréstimo. É o valor que você paga extra, além do que pegou emprestado com as finanças.

No financiamento imobiliário

No financiamento, a taxa de juros tem como referencial a taxa Selic. Assim, quando a Selic aumenta, é comum que os juros do financiamento também aumentem.

Mas a taxa é apenas uma base. Na verdade, os juros são compostos pelos custos envolvidos na operação e o spread.

No refinanciamento imobiliário

No refinanciamento, os juros são mais baixos do que em um financiamento. Isso acontece porque o banco tem mais segurança no pagamento da dívida, devido ao bem dado como garantia.

Assim, existem empresas que cobram apenas 0,56% de juros ao mês. O valor não tem uma relação direta com a Selic.

Como a mudança impacta o mercado

Em 2020, o financiamento imobiliário para a compra de imóveis e construção cresceu 58%. Para 2021, é esperado que o montante total financiado chegue a R$ 157 bilhões.

Para especialistas, o crescimento ocorreu pela baixa nos juros do último ano. Assim como pelo aumento do preço dos aluguéis, o que “incentivou” financiamentos para compra do próprio imóvel.

A alta da Selic pode afetar as taxas?

As taxas dos refinanciamentos dificilmente são afetadas pela Selic, uma vez que os bancos não a consideram como base. Então, se seu objetivo é dar um imóvel como garantia, as mudanças não devem fazer diferença.

Porém, no caso do financiamento de imóvel, os juros são, sim, afetados pela Selic. Mesmo que não seja um aumento automático, as financeiras consideram a taxa para definir os valores cobrados nos empréstimos.

Desde o começo de 2021, a taxa Selic vem subindo, então a previsão é de que, até o fim do ano, as taxas de juros de financiamentos continuem “acompanhando” os valores. 

Refinanciamento vale a pena?

O refinanciamento é uma opção de empréstimo barata, especialmente se seus juros forem comparados aos juros de outros créditos.

Então, se você tem um imóvel em seu nome e precisa de dinheiro, o refinanciamento pode ser uma boa opção.

Inclusive, ele é indicado para “trocar” uma dívida mais cara por uma menor. Por exemplo: se você tem um débito em aberto com juros altos, pode obter o refinanciamento e pagar o débito. Então, depois só vai precisar pagar pelo valor que pegou emprestado.

Se os juros do refinanciamento forem menores do que a primeira dívida, a troca será vantajosa ao seu bolso.

Mas é muito importante planejar o orçamento. Afinal de contas, o refinanciamento será uma nova dívida. E mais importante: se você não pagar suas parcelas, pode perder seu imóvel.

Então, é essencial planejar as finanças para ter mais segurança na hora de pagar o débito.

Onde comparar taxas on-line

Na hora de fazer um refinanciamento de imóvel, vale a pena comparar várias opções desse crédito. Isso porque as financeiras têm diferentes prazos, condições e juros para o empréstimo.

Uma dica é usar um simulador de refinanciamento de imóvel, como o dos Juros Baixos. Basta inserir algumas informações simples, como o valor do crédito desejado.

Então, a ferramenta vai apresentar suas opções de crédito e condições para obter os valores. Assim, você poderá analisar cada oferta e escolher a mais interessante ao seu caso.

Se você trabalha no ramo e quer orientar seu cliente sobre o assunto, o simulador vai tornar o processo ainda mais simples.

Considerações finais

Para comprar um imóvel, as pessoas precisam de crédito. Mas nem sempre esse crédito é barato ou fácil de se obter.

Por isso, é sempre importante comparar opções de empréstimo. O objetivo é comprar o imóvel, mas sem que o indivíduo tenha problemas financeiros depois.

Neste caso, é essencial ir além dos juros. A comparação também deve considerar, por exemplo, o prazo para pagamento dos valores e, claro, a reputação da empresa. Afinal, é importante estabelecer o negócio com uma financeira de confiança.

Agora, se o objetivo for obter crédito com o uso de um imóvel, a opção de refinanciamento pode ser a melhor opção. Com os juros mais baixos, ele pode ser a oportunidade de ter dinheiro em mãos para pagar outras dívidas, por exemplo.


 

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