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O mercado imobiliário passa por crises intensas, e outras passageiras, mas, diferentemente da tendência, ele não sofreu tantos efeitos ruins na pandemia de Covid-19.

Claro que os números sempre poderiam ter sido melhores, entretanto a restrição de gastos dos brasileiros costuma desfavorecer compras maiores, como são os casos dos imóveis. Nesse sentido, o desemprego, a insegurança e a incerteza quanto ao futuro foram fatores que atuaram contra o mercado imobiliário de 2020 para cá.

Só que, de qualquer modo, o ramo teve bons registros. A tendência de crescimento dele em 2021 é de um desenvolvimento menos acelerado, mas ainda promissor.

Contamos tudo que você precisa saber sobre o assunto neste artigo. Continue lendo para entender os números e as tendências do mercado imobiliário!

Como o setor imobiliário tem reagido durante a pandemia?

Muitos setores do mercado foram bastante impactados pela pandemia. O Turismo, por exemplo, teve quedas bruscas no faturamento e nas vendas.

Já o ramo imobiliário, apesar das previsões iniciais, se expandiu em 2020, mesmo com a crise gerada pela Covid-19. Segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o crescimento do setor foi de 26%.

Segundo especialistas, isso ocorreu por vários motivos. Começando pela baixa dos juros, que favoreceu o crédito de financiamentos.

Ao mesmo tempo, os planos de muita gente para a compra de imóveis não eram de hoje. Então, com a crise, houve casos em que os consumidores se decidiram por realizar as metas mais rapidamente, inclusive com a compra dos bens.

Como a Selic influencia esse mercado

Em 2020, a taxa Selic permaneceu estacionada, pela maior parte do tempo, no piso de 2%. Essa baixa favoreceu também a queda de juros de financiamentos, inclusive o imobiliário.

O resultado foi exatamente que muita gente procurou financiamentos para comprar a casa própria. Então, foi algo que favoreceu a alta do ramo imobiliário, mesmo contra as expectativas.

No início de 2021, porém, a Selic sofreu ajustes e subiu para 2,75% ao ano. A mudança favorece o encarecimento do crédito no mercado e deve promover uma baixa na venda de imóveis nos próximos meses.

Por isso, será importante saber como vender e auxiliar o cliente na busca por crédito mais barato para a compra.

Atenção: diferença entre financiamento e refinanciamento de imóvel

Na hora de vender um imóvel, os consumidores costumam optar por dois tipos diferentes de crédito: o financiamento e o refinanciamento de imóvel. Mas é importante ter atenção ao que cada um significa.

Como citado, o financiamento é diretamente afetado pela Selic. Afinal, a taxa influencia nos juros cobrados pelos bancos, encarecendo o crédito. É algo que pode desfavorecer a compra pelos usuários.

Já o refinanciamento consiste no empréstimo com garantia de imóvel, ou seja, o consumidor oferece um imóvel que já tem ao banco, e então obtém valores emprestados. 

Esses valores podem ser usados para vários fins. Para a compra de um carro, o pagamento de dívidas e até para a compra de outro imóvel.

Por isso, se o usuário já tem um bem imobiliário, pode ser a chance de conversar com ele para usar o bem como garantia e, então, comprar uma nova casa, apartamento ou outro.

O refinanciamento não é diretamente afetado pela Selic. Ele também costuma ter taxas de juros mais baixas, pois o banco entende que está mais seguro, pois obteve um bem como garantia.

Vale também ressaltar que refinanciamento não é o mesmo que hipoteca on-line, há diferenças nas taxas e em questões burocráticas.

Aliás, além do refinanciamento de imóvel, os consumidores também contam com a opção de refinanciamento de veículo. Neste caso, um carro é dado como garantia ao banco. 

Então, a financeira libera o valor do empréstimo desejado. De novo, o montante pode ser usado para o que o usuário desejar, incluindo a compra de um imóvel.

O que podemos esperar para o futuro do setor?

Com a alta da Selic, a expectativa é de que o ritmo de crescimento do setor imobiliário diminua até 2022. Afinal de contas, o crédito para financiamento de imóveis ficará mais caro.

Significa que as pessoas podem voltar a adiar a compra de um imóvel, já que pouca gente está disposta a pagar altas taxas de juros em um financiamento.

Podem também ter maior dificuldade de entrar em um financiamento, pois as taxas mais caras tendem a deixar os bancos mais preocupados.

Ainda assim, as mudanças provocadas pela pandemia no dia a dia das pessoas devem continuar a favorecer o setor imobiliário.

O trabalho home office, por exemplo, se tornou comum. Isso aumentou a procura por imóveis maiores, em que as pessoas possam montar escritórios e trabalhar com conforto em casa.

Então, é importante garantir boas ofertas e, sempre que possível, oferecer suporte ao cliente para financiamentos. Especialmente mantendo um relacionamento próximo com os bancos, o que deve facilitar as negociações.

Além disso, os consumidores podem ser orientados sobre as várias opções de crédito no mercado. Não apenas sobre o financiamento, mas também sobre o refinanciamento. É possível fazer refinanciamento de imóveis ou carros, e usar o dinheiro para a compra de um bem imobiliário.

Considerações finais

O sonho da casa própria continua em alta entre os brasileiros. E mesmo que as demandas mudem ao longo do tempo (como no caso da procura de espaços maiores para o home office), o setor imobiliário costuma aproveitar bons números no mercado.

Tanto é que, inclusive durante a crise causada pela pandemia, o ramo cresceu de modo expressivo. 

Como explicado ao longo do conteúdo, vários fatores contribuíram para os bons resultados de 2020, especialmente as taxas de juros mais baixas nos financiamentos de imóveis.

Com a taxa Selic em alta, a tendência é que o ramo imobiliário diminua o ritmo de crescimento em 2021, o que não significa que os resultados serão desastrosos.

Na verdade, a procura por imóveis continua a acontecer, de qualquer forma. O importante é conseguir auxiliar o consumidor na sua procura pelo espaço ideal e também na obtenção de financiamento.

Até porque os bancos têm diferentes condições e cobram taxas de juros bem variadas. É sempre possível encontrar opções mais em conta.

Se bem orientado, o consumidor se sente mais confiante para adquirir uma dívida para compra do imóvel. Então, atue de modo próximo e atencioso, para que os resultados possam ser mais atrativos até o fim do ano.

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