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O mercado imobiliário é composto por diversos profissionais essenciais para que tudo aconteça. Dentre esses profissionais está o corretor de imóveis, que tem uma grande importância dentro do mercado imobiliário, já que auxilia os clientes durante todo o processo de aquisição de um imóvel, a compra mais difícil que uma pessoa faz ao longo da vida.

Ele é o responsável por intermediar as negociações de compra e venda ou locação de um imóvel, além de orientar o cliente e tirar todas as dúvidas durante a negociação.

Apesar dos desafios que compõem a profissão, o mercado imobiliário tem se expandido cada vez mais e existem grandes oportunidades de ganhos financeiros, certa flexibilidade de horário de trabalho e, claro, realização profissional.

Por isso, antes de exercer a profissão, é preciso atentar-se aos detalhes que fazem parte da formação acadêmica do profissional, bem como às regras, aos direitos e aos deveres que envolvem o trabalho.

Confira, a seguir, detalhes e informações importantes sobre o que você precisa saber para se tornar um corretor de imóveis.

Formação acadêmica do Corretor de Imóveis

A regulamentação da profissão de corretor de imóveis no Brasil aconteceu em 1978, quando a Lei Federal n° 6.530/78 entrou em vigor, estabelecendo as bases legais da atividade. 

Por isso, para iniciar a carreira, é preciso realizar o curso de capacitação profissional em transações imobiliárias para receber o título de Técnico em Transações Imobiliárias.

Assim, existem duas opções: fazer o curso Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) ou o curso superior Sequencial e Tecnológico de Ciências Imobiliárias/Gestão de Negócios Imobiliários.

Também é importante frisar que qualquer um dos cursos precisa ser credenciado e autorizado. Em seguida, é preciso fazer o registro no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) para completar e oficializar a atuação como corretor de imóveis.

Curso TTI – Curso Técnico em Transações Imobiliárias

Para fazer o Curso Técnico em Transações Imobiliárias, é preciso ser maior de 18 anos e ter concluído o Ensino Médio, por ser um curso profissionalizante. 

Existem diversas opções de cursos técnicos e isso significa que ele pode ser realizado presencialmente ou a distância. Por isso, a duração do curso pode variar entre 10 a 12 meses para escolas técnicas, e dois a quatro anos para formações universitárias. Em ambos os casos, o curso requer muito estudo e dedicação.

Na grade do curso estão diversas vertentes relacionados ao mercado, como: estratégias de venda, avaliação de imóveis, assessoria de clientes, matemática financeira, direito jurídico, intermédio de processos de venda e locação, arquitetura, marketing imobiliário, administração de imóveis, entre outros temas.

Enquanto o curso estiver em andamento, é muito importante, para a sua conclusão, que o candidato a corretor faça também um estágio.

Estágio de Corretor de Imóveis

Durante o curso, é muito importante realizar o estágio, já que, além de uma exigência, também se trata de uma oportunidade para conhecer a profissão de maneira mais prática. Além disso, também é uma ótima chance de conhecer mais profissionais, receber dicas e começar a se relacionar com clientes.

Para realizar o estágio, é necessário solicitar o chamado Registro de Estágio no site do CRECI (de acordo com o estado em que o aluno mora), onde é possível conhecer todas as orientações, taxas de pagamento e documentos necessários para concluir o requerimento.

Por fim, é necessário protocolizar o pedido em uma das Delegacias Regionais ou Seccionais mais próximas do domicílio do requerente.

No estágio, o aluno terá um responsável técnico, ou seja, um corretor credenciado que o acompanhará durante o processo de aprendizado. É importante lembrar que o aluno não pode realizar vendas ou negociações imobiliárias em seu próprio nome. Por isso, os ensinamentos do responsável técnico são essenciais.

O que é o CRECI?

CRECI significa Conselho Regional de Corretores de Imóveis, órgão essencial para que cada estado receba a adequada regulamentação da profissão de corretor a nível nacional. O conselho, por sua vez, é regido pelo Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci), fundado em 1962.

O CRECI é responsável por prestar apoio jurídico aos profissionais, bem como fiscalizar o exercício do corretor, além de estabelecer os parâmetros necessários para o trabalho, registrar e dar suporte aos corretores.

Ou seja, o documento é de extrema importância, pois regulamenta a profissão e garante uma preparação adequada, para que o profissional entre no mercado apto a encarar os desafios e dar o seu melhor.

Como tirar o CRECI?

Após a conclusão do curso, é necessário seguir os próximos passos para conseguir a carteira profissional de corretor de imóveis, ou seja, tirar o CRECI.

O documento deve ser solicitado junto ao Conselho Regional de Corretores de Imóveis, para que o registro profissional seja analisado por uma comissão do Conselho e finalmente concedido, em até 30 dias, após todos os requisitos terem sido cumpridos.

Para isso, basta acessar o site do CRECI, clicar no link direcionado à “inscrição principal”, preencher, imprimir e assinar, reunir a documentação necessária e o comprovante de pagamento da taxa administrativa. E, assim como foi feito com o Registro de Estágio, protocolizar o pedido na sede do Conselho ou na Delegacia Regional/Seccional mais próxima.

Trata-se de um documento obrigatório em qualquer negociação imobiliária, ou seja, ele é essencial para que o corretor possa exercer sua profissão livremente, de maneira responsável.

Então, assim que o curso for concluído e o diploma estiver em mãos e devidamente regularizado pela Secretaria Estadual de Educação pelo registro na Gestão Dinâmica da Administração Escolar (GDAE), é só realizar o pedido de registro de sua inscrição definitiva e seguir os protocolos.

De acordo com o site do Conselho, o processo leva, em média, 30 dias.

Quanto custa tirar o CRECI?

Para tirar o CRECI é necessário pagar uma taxa de inscrição e, para mantê-lo ativo, uma taxa de anuidade, como é feito em qualquer profissão.

Entretanto, o valor varia de acordo com cada região do país, ou seja, o valor depende do estado em que o corretor se credencia, sendo proporcional no primeiro ano de inscrição.

Em São Paulo por exemplo, a taxa custa em média R$ 591,00. Enquanto a taxa de anuidade custa R$ 1.182,00.

Sendo assim, é muito importante se informar sobre essas variações antes de realizar a solicitação do documento.

Caso o profissional não pague a taxa de anuidade, ele pode ser punido judicialmente, inclusive correndo o risco de perder o registro.

Documentação necessária para tirar o CRECI

Antes de iniciar o processo de inscrição, e finalmente tirar o CRECI, é preciso reunir todos os documentos solicitados pelo Conselho.

Eles precisam ser digitalizados, frente e verso, para serem anexados à inscrição. Devem, então, estar em formato PDF e ter, no máximo, 2 MB de tamanho. 

  • Carteira de identidade (RG) expedida pela Secretaria de Segurança Pública*;
  • CPF e/ou CNH, caso não tenha a numeração no RG;
  • Comprovante de endereço (validade de 60 dias) em nome do(a) requerente;
  • Diploma do curso TTI;
  • Validação dos órgãos educacionais GDAE e/ou SISTEC;
  • Carteira de estágio (caso possua);
  • Título de eleitor;
  • Reservista, no caso de homens com até 45 anos de idade, e/ou comprovante de quitação com o serviço militar;
  • Certidão de estado civil, para pessoas casadas. No caso de pessoas solteiras, basta apresentar a certidão de nascimento. No caso de pessoas divorciadas, basta apresentar a certidão de casamento com as devidas averbações;
  • Fotografia recente, no formato 3×4, colorida;
  • Assinatura digitalizada (feita com caneta esferográfica na cor preta).

*Caso o requerente seja estrangeiro, basta apresentar uma comprovação de permanência legal e ininterrupta no país, acompanhada de cópia autenticada da carteira de identidade (RNE).

A foto e a assinatura devem estar obrigatoriamente no formato JPG.

A importância do CRECI para o corretor

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis regulamenta a profissão por meio do reconhecimento daqueles que fizeram toda a preparação necessária para iniciar suas carreiras.

A documentação também garante o reconhecimento do mercado, garantindo aos clientes serviços que estão de acordo com as regras estabelecidas pelo órgão regulamentador.

Todas essas questões garantem a defesa da classe de trabalhadores da área e que a profissão seja valorizada e reconhecida.

Para garantir uma carreira de sucesso, é muito importante que o profissional se mantenha atualizado, buscando desenvolver suas habilidades, escutando seus clientes e estudando continuamente.

Afinal, os resultados são muito maiores do que qualquer tipo de retorno financeiro, trata-se da realização profissional e pessoal de cada um. É uma profissão que ajuda a realizar sonhos.

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