Co-living: a fórmula ideal para compartilhar custos e experiências

Reconhecido como uma solução atrativa e eficaz, além de ser uma possibilidade de driblar os altos preços dos imóveis, de ser a chance de viver perto do trabalho e, para alguns, representar menos solidão, o co-living tem atraído cada vez mais as pessoas que acreditam no senso de comunidade e optam pela economia colaborativa, o que também pode incluir a ideia de viver em espaços menores.


Single suíte do co-living KASA, em São Paulo. Fonte: KASA

A principal opção é a single suíte, mas também existem apartamentos com alguns cômodos com espaços compartilhados, como cozinha, áreas de convívio e de coworking. O co-living costuma atrair universitários e recém-formados que, sem condições de arcar com aluguéis caros, encontram a solução no compartilhamento por meio de empresas como a KASA.

De acordo com o Anuário do Mercado Imobiliário 2019, do Secovi-SP, a área útil média dos lançamentos em São Paulo sofreu uma queda expressiva: das 55,5 mil unidades lançadas em 2019, 66% do total tinham metragem inferior a 45 m² de área útil. Em 2004, essa metragem representava apenas 4% do total lançado. Apesar dos reflexos da quarentena, a necessidade de compartilhar espaços também motivou a preferência por apartamentos menores, afinal, os resultados de startups de moradia compartilhada provam que o co-living é uma boa solução para muitas pessoas.

Foi pensando nos rápidos processos de urbanização, na solidão e nos altos custos de vida que surgiu o projeto One Shared House 2030. Realizado pelos designers Anton & Irene, em parceria com o laboratório de pesquisa e inovação SPACE 10, o objetivo é analisar o futuro da convivência nas cidades, sobretudo nas moradias compartilhadas. O resultado? Dentre as diversas variáveis, o mais expressivo se destaca: o co-living é a preferência de muitas pessoas.

Contra a solidão e com adaptações ao novo momento, os co-livings têm se destacado na cidade de São Paulo. Seja pelo baixo custo ou até mesmo pela necessidade de contato social, a ideia de compartilhar tem atraído cada vez mais os “co-livers”.