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“Cidade de 15 minutos”, de utopia à realidade

Foto da autora Nathalia Zanardo
Por Nathalia Zanardo em 3 mins de leitura

O Modernismo foi um movimento que transformou a maneira de se construir ao apresentar técnicas e materiais inovadores. A revolução também afetou o planejamento das cidades, onde as funções básicas passaram a ser distribuídas de maneira lógica e racional, criando uma setorização entre moradia, trabalho, lazer e circulação. Mas por que esse modelo de cidade tão impessoal continua sendo discutido nos dias de hoje?

Malha urbana de Brasília setorizada seguindo preceitos modernistas.
Malha urbana de Brasília seguindo as propostas modernistas: ao centro, encontramos os trabalhos, as áreas de lazer e as vias de circulação, e nas laterais estão localizadas as moradias. Fonte: BCC

A típica organização modernista criou um distanciamento entre as funções, o problema é denominado "síndrome de Brasília" pelo arquiteto Jan Gehl, que acredita que a cidade é fantástica na teoria e na escala do carro, mas falha no olhar do pedestre. Falhas que acontecem porque as pessoas, o grande alvo da arquitetura e do urbanismo, foram esquecidas durante o processo, criando cidades sem vida que geram estresse e ansiedade há quem lá habita. Então como tornar essas cidades mais humanizadas? 

Desde o começo dos anos 2000, passou-se a se discutir muito sobre a quebra do paradigma moderno nas cidades, como a “cidade de 15 minutos”, criada por Carlos Moreno, surgindo para garantir uma melhor qualidade de vida urbana na qual todas as necessidades básicas devem estar há poucos passos de distância. A premiada utopia pode parecer algo inalcançável, principalmente em grandes centros urbanos, mas a teoria ganhou força durante a pandemia e vai poder ser vista logo na capital da Coreia do Sul, Seul. 

Pessoas caminhando e aproveitando os espaços públicos do bairro planejado.
Com todas as infraestruturas necessárias há, no máximo, 10 minutos de caminhada, o “Projeto H1" coloca o morador como prioridade em todas as escalas. Fonte: CNN Brasil

Chamado de “Projeto H1”, o bairro planejado vai transformar uma área industrial com 125 acres, abrigando diversas funções e deixando os carros de lado, o projeto prevê conveniências para uma vida plena a apenas alguns minutos de caminhada e, por isso, está sendo denominado de “cidade de 10 minutos”. Além de garantir as necessidades básicas perto das moradias, o projeto prevê energia limpa e captação e reuso de água.

Baseado no conceito de “cidade de 15 minutos”, o projeto coreano também reúne preceitos destacados por Jan Gehl no livro “Cidade para pessoas”, nos quais, para alcançar uma boa qualidade de vida, uma cidade deve ser viva, segura, sustentável e saudável. Esse pode ser apenas o começo de uma nova fase sobre como o mercado imobiliário passará a promover em seus projetos uma vida urbana plena e feliz, afinal as cidades devem ser para pessoas. 

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