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Arquitetura na Antártica evolui e tem destaque brasileiro

Foto do autor Lucas Vogan
Por Lucas Vogan em 2 mins de leitura

A construção de centros de pesquisa na Antártica só pode ser realizada nas 12 semanas de verão do local. Geralmente, essas construções resultavam em estruturas improvisadas que não duravam muito, focadas apenas em manter os residentes vivos. Técnicas avançadas de arquitetura, porém, surgiram e estão mudando essa realidade.

A estação de pesquisa britânica Halley foi construída em 1956, e foi coberta de neve cinco anos depois. Hoje, com o projeto de Hugh Broughton Architects, a arquitetura da Halley VI dribla esse problema, pois a estrutura conta com palafitas hidráulicas, que elevam o centro acima da neve, e esquis em sua base, que possibilitam o deslocamento sobre o gelo.

A Halley VI fornece aos cientistas espaços de integração, além de acomodações mais confortáveis e espaçosas.

A estação brasileira, chamada Estação Antártica Comandante Ferraz, destaca-se por levar estética ao continente gelado e por isso saiu no New York Times, que a comparou a um museu de artes. Além de beleza, 30% de toda a energia utilizada é produzida no local por usinas eólicas que transformam os ventos de até 200 km/h da região, num exemplo de eficiência energética.

Projetado pelo Estúdio 41, o centro de pesquisas brasileiro iniciou suas operações em janeiro de 2020.

“Como arquitetos, nós estamos preocupados com o conforto humano, então nós buscamos criar um tipo de atmosfera que promova o bem-estar”, afirma Emerson Vidigal, arquiteto do Estúdio 41.

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